quinta-feira, 5 de maio de 2016

Epistemologia

Conhecida como a teoria do conhecimento, é o estudo científico que trata dos problemas relacionados com a crença e o conhecimento, sua natureza e limitações. Filosofia é uma palavra grega que significa "amor à sabedoria", sendo a epistemologia uma de suas principais áreas, ao passo que estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento.      

A epistemologia também possui relação com outros ramos da ciência. Compreende três formas básicas de conhecimento: o conhecimento proposicional que é o proposto, onde sabe-se que uma proposição está correta apenas pela percepção lógica ou dado documentado; o conhecimento `know-how` que é a capacidade de alguém concluir ou realizar uma ação apenas usando suas habilidades adquiridas; e o conhecimento por familiaridade quando reconhecemos algo ou alguém que já se tenha visto antes.

Dentre esses, o conhecimento proposicional se encontra em evidência e possui três requisitos básicos: a crença, a verdade e a justificação. A crença consiste em uma convicção íntima, ação de crer na verdade ou na possibilidade desta. A verdade e a afirmação do que esta seguramente correto constituindo um pré-requisito ao conhecimento. A justificação por sua vez postula que não é o bastante a crença em uma verdade, devendo existir uma razão que explicite essa crença. Foi Robert Nozick o filósofo que estabeleceu os pré-requisitos para o conhecimento proposicional, sendo por sua vez criticado por Edmund Gettier, que dizia que algumas crenças, mesmo sendo verdades justificadas, podem não representar o conhecimento verdadeiro.
     
Existem diferentes formas de aquisição do conhecimento, e estas podem ser classificadas: pela natureza do conhecimento como objetivismo (conhecimento centrado no objeto) ou subjetivismo (conhecimento adquirido pelas experiências do indivíduo); e pela forma de obtenção do conhecimento como racionalismo (pensamento racional como principal fonte do conhecimento) ou empirismo (experiências do indivíduo como fonte do conhecimento). De acordo com os gregos, existem três palavras que se referem a forma de aquisição do conhecimento: doxa (opinião, senso comum), sofia (sabedoria acumulada a longo prazo) e a episteme (conhecimento metódico e sistematizado). Seguindo a mesma linha de pensamento, podemos hoje em dia definir cinco formas de aquisição do conhecimento: o senso comum (empirista, o que não garante a validade do conhecimento), as artes (subjetivista, conhecimento do objeto pelo individuo), a religião (objetivista, onde se crê em um postulado), a ciência (de caráter racionalista e objetivista, baseado no método científico) e por fim, a filosofia (realidade, valores, razão, mente, existência e linguagem).

Dentre esses, é importante destacarmos a dualidade ciência X religião, que esteve sempre em evidência durante a história das civilizações humanas e definiram profundamente o caminho percorrido pelo homem durante sua evolução até os dias de hoje.

A ética pode ser conhecida, por exemplo, como a filosofia da moral, ao passo que discute as regras que regem o comportamento da vida em sociedade. Pode ser dividida em três sub-áreas: a metaética (trata da natureza do pensamento ético), a ética normativa (discute as regras do comportamento humano em determinadas situações), e a ética prática (aplica os postulados da ética normativa às questões morais cotidianas) em que se encontra a bioética que trabalha as questões morais relativas a vida como um todo. Na medida em que se foi aumentando o conhecimento biológico houve a necessidade de adequação aos valores humanos, delimitando e definindo os impactos da atividade antrópica no meio-ambiente, em sua saúde e dos demais seres do planeta. Os profissionais da área de saúde estão sempre em contato com questões relacionadas a vida e a saúde, sendo, portanto, de extrema importância que esses desenvolvam um conhecimento técnico a fim de lidar com essas questões, livrando-se de preconceitos e dogmas, com objetivo de atingir o verdadeiro conhecimento, coerente com um ambiente profissional repleto de conflitos de interesses, gerados pelo avanço tecnológico das ciências médicas. 


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